Olá amigos!
Adoro ônibus e animais.
Sejam bem vindos ao meu blog.
Mas vou diversificar as noticias até mesmo para atingir um numero maior de seguidores e colaboradores. Espero que gostem. E siga meu BLOG.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Como tudo Começou
Como tudo começou
TRANSPEN & JÓIA, muita história para contar....
Como tudo começou...
A Viação Jóia Ltda. iniciou suas atividades no setor de transporte coletivo e encomendas, no dia 20 de junho de 1970, com sede na cidade paranaense de Ibaiti, tendo como proprietário o Sr. Roque Jorge Fadel. Ainda dando seus primeiros passos, a pequena empresa possuía apenas três ônibus rodando e um no conserto.
Eram veículos Mercedes Benz, ano 1968, com motor dianteiro, tipo cofrinho, com maleiro sobre o teto, por onde se subia através de uma escada, afixada na parte traseira. A capacidade era para apenas 36 passageiros sentados. A empresa possuía apenas uma linha. Fazendo o trajeto Ibaiti / Telêmaco Borba e vice-versa. Uma verdadeira aventura, por estradas de terra e sem conservação. Em Figueira havia o rio do Peixe que não tinha ponte, tendo o ônibus que passar por dentro d`água. Muitas vezes, na incidência maior de chuvas, os passageiros eram obrigados a descer e atravessar o rio a pé, tendo que tirar os sapatos e correr um grande risco na travessia. O Sr. Roque, além de proprietário, acumulava as funções de motorista. Pouco depois foram feitas as primeiras viagens de turismo, já em ônibus Mercedes/1970, carroceria Diplomata Nielson, sendo em seguida adquirido um Monobloco Mercedes, ano 1971. A empresa. Graças a muito trabalho e dedicação foi prosperando e ganhado melhores condições de atendimento aos usuários.
O início da Expansão
No ano de 1973, a empresa procurou manter contato com a Itapemirim - uma das gigantes no setor de transporte coletivo do país -, e que havia comprado a empresa Nossa Senhora da Penha. Em uma reunião do Rotary Club, na capital paulista, o Sr. Roque conheceu o presidente da Itapemirim, Sr. Camilo Cola, de quem adquiriu 2 ônibus Carbrasa para turismo, dizendo à ele das dificuldades de expansão que a Jóia vinha enfrentando, em virtude de estar cercada de empresa de grande porte em sua região. Foi grande minha surpresa, disse o Sr. Roque, quando um dia, logo de manhã, em minha casa, recebi um telefonema do genro do Sr. Camilo Cola, Dr. Pin, que era gerente geral da empresa Nossa Senhora de Penha, em Curitiba, chamando-me em seu escritório, para tratarmos de assuntos de interesse comum. Nesse contato em Curitiba a Itapemirim ofereceu ao Sr. Roque o sub-setor da Nossa Senhora da Penha, que fazia linhas de Itararé até o Salto de Itararé, com 8 ônibus.
A transação foi concretizada e, para não destoar muito do nome antigo da empresa, o Dr. Pin cedeu o nome de uma empresa dos funcionários da Nossa Senhora da Penha, que transportava encomendas - a TRANSPEN. Esse nome, quase idêntico à empresa anterior, facilitou sobremaneira a aceitação dos usuários, tendo em vista a tradição que a Nossa Senhora da Penha tinha no setor.
Nasce a Transpen
Em maio de 1973 nasce a TRANSPEN - Transporte Coletivo e Encomendas Ltda. Depois de aproximadamente 3 meses o Sr. Roque foi novamente chamado à Curitiba. Quando chegou no escritório do Dr. Pin, lá já estavam 3 ou 4 empresários de empresas de maior porte e mais conceituadas. Sua presença foi anunciada ao Diretor, que imediatamente mandou que ele entrasse pela porta dos fundos. Em duas horas de negociações, foi adquirido o setor de Ponta Grossa / Itararé / São Paulo e Curitiba / Itararé, enfim todo o setor da Nossa Senhora da Penha na região, com 28 ônibus. Nesse inicio de uma nova etapa, com muito mais responsabilidades e serviços, foi de uma valia a ajuda do Sr. Antonio Capilé, que ficou como gerente da Transpen. Imediatamente surgiram as dificuldades, em virtude da frota de ônibus estar com uma média muito alta de uso. Seguiu-se então um projeto de vender os veículos antigos, substituindo-os novos. Primeiramente foram 2 Nimbus leito e 4 convencionais, isso em 1974. Em 1977 foram adquiridos mais 10 carros novos, Mercedes 362 monobloco. A partir daí a remodelação da frotas das empresas Jóia e Transpen tornou-se uma constante e uma política seguida com rigor e com muita dedicação.
Crescimento das Empresas
Gradativamente foi havendo a expansão das empresas, sendo assumidas novas linhas, servindo dezenas de municípios. Em 1977 foi comprada a garagem de São Paulo, localizada na rua do Bosque. Em 1979, foi adquirido o terreno e construída a sede administrativa, a garagem e oficinas da Transpen, em Itararé. A necessidade dos serviços e a adequação das empresas ao constante aumento do volume de atendimento no setor de passageiros e transporte de encomendas, fez com que fossem implantadas as garagens de Itapeva, Itapetininga, Apiai, Ribeira, Sorocaba, Curitiba, Londrina, Campinas e Jaguariaíva. As garagens foram devidamente equipadas para atender os serviços de consertos, montagem de motores e manutenção geral da frota. Foram instaladas lavadoras automáticas para os ônibus que realizam um trabalho rápido e eficiente.
Qualidade de Serviços
Hoje, a Transpen e a Viação Jóia. São conhecidas nacionalmente pelos bons serviços prestados aos clientes, e, sobretudo, pela sua modernização constante, em todos os setores, buscando sempre chegar na frente, dentro do dinamismo de crescimento do setor de transporte de passageiros e encomendas do país, desenvolvido pelas grandes empresas do país.
Geração de empregos e amplo atendimento
A Transpen e a Jóia geram diretamente 600 empregos, possuindo em sua frota 180 ônibus, mais 30 veículos de apoio, entre caminhões e carros de menor porte. Ambas as empresas rodam milhares de quilômetros por mês, atendendo 82 municípios, sendo 29 no Estado de São Paulo e 53 no Paraná, com 19 linhas estaduais e 6 federais, além de cruzarem todo o país, através do seu eficiente setor de Turismo, que oferece amplo conforto aos usuários. A expansão gradativa das linhas, com o conseqüente aumento da demanda de passageiros, resultou no início da implantação das chamadas SALAS VIP nos Terminais Rodoviários, oferecendo todo o conforto para os usuários. Atualmente estão em funcionamento SALAS VIP nos Terminais de Itapeva, Telêmaco Borba e Ibaiti.
Transporte de Cargas e Encomendas
Foi feito um trabalho específico, visando dar o melhor atendimento possível aos clientes nesse importante setor das empresas. Foi iniciado o Atendimento 24 Horas, com total sucesso. Foram adquiridos 12 caminhões baú e vários veículos de menor porte, para agilizar a coleta e a entrega de cargas e encomendas na zona urbana. Novos espaços foram locados, com amplas condições de armazenar cargas de maior volume, com adequação interna para carga e descarga dos caminhões.
Fretamento
Os serviços de fretamento tiveram um aumento contínuo de contratos, servindo grandes empresas, das quais destacamos a PISA, em Jaguariaiva, e a 3M, em Itapetininga.
Turispen
Um departamento específico para o Turismo era uma necessidade, tendo em vista o crescente número de viagens para todo o país. Foi criada a TURISPEN, com sede em Itararé e São Paulo, uma empresa especializada, que dinamizou e agilizou o atendimento à clientela, oferecendo serviços de primeira qualidade, sendo cadastrada na EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo.
Linhas Urbanas
Com ônibus modernos, dotados de pintura personalizada, a Transpen e a Jóia, prestam serviços de alto nível, em diversos municípios, através das linhas urbanas. Atualmente, as empresas mantém concessões municipais em Ibaiti, Jaguariaiva e Sengés no Estado do Paraná, e, Itararé e Capela do Alto, em São Paulo.
Sest / Senat
Para Treinamento contínuo e reciclagem de motoristas, cobradores, agentes e demais setores, existe convênio com o SEST /SENAT, com a realização de cursos periódicos, através de monitores ou por meio de vídeos técnicos.
Divulgação e Informação
Tendo como objetivo o entrelaçamento entre todos os setores das empresas, com informações, entretenimento e divulgação do que acontece no dia-a-dia, há 3 anos circula o Jornal A Gazetinha, com periodicidade mensal e tiragem de 800 exemplares. No final do ano de 1998, foi lançada a Revista de bordo, CHEGANDO NA FRENTE, um pioneirismo entre todas as empresas do país. A Revista, com tiragem bimestral de 10 mil exemplares, enfoca artigos diversos, com leitura leve e de interesse para todos os tipos de clientes que se utilizam de nossos ônibus. Com impressão de alta qualidade e dentro da mais moderna técnica gráfica, é distribuída gratuitamente aos passageiros.
Setores
Para atingir seu principal objetivo, ou seja, oferecer sempre melhores serviços à clientela, as empresas possuem o suporte de vários setores, todos eles equipados, adequados e sob a responsabilidade de pessoal especializado. Lavanderia - com lavagem automática, secagem, esterilização de capas de bancos, fronhas, mantas e empacotamento; Oficinas para manutenção da frota - almoxarifado, tapeçaria, funilaria e pintura, borracharia, seção de eletricidade automotiva; Alojamento para motoristas - com ar condicionado, sala de espera, televisão e vídeo, além de refeitórios nas garagens de cidades de maior porte.
Administração
As empresas Jóia e Transpen, com suas sedes administrativas em Ibaiti (PR.) e Itararé (SP.), respectivamente, apesar de serem interligadas, possuem administração próprias, tendo em vista suas diferentes áreas de atuação. Os serviços são totalmente informatizados, agilizando o controle e possibilitando um atendimento mais eficiente de todos os setores das empresas.
Assistência Médica
Os funcionários, periodicamente, passam por exames médicos completos, através de médicos, dentistas, audiometria e atendimento psicológico.
Manutenção Constante
A manutenção constante de todos os veículos da frota, em oficinas próprias, é uma preocupação primordial, que oferece segurança, conforto e tranqüilidade aos passageiros. Isso, aliado à uma rede de garagens de apoio, distribuídas em todos os percursos, que possibilitam um rápido atendimento em casos de avarias mecânicas. Além disso, profissionais altamente capacitados de todas as áreas de serviços, participam freqüentemente de cursos de capacitação, objetivando a eficiência no seu trabalho. As empresas mantém seguro próprio para os passageiros, com coberturas diversas em casos de acidentes.
Confiança, Credibilidade e Qualidade
A satisfação de nossos clientes é a nossa principal preocupação. Confiança, credibilidade e qualidade de serviços são nossas metas principais. Nossos usuários podem ter a certeza da nossa dedicação incessante, na procura de sempre oferecer o que há de melhor no setor de transporte rodoviário brasileiro.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Leiam a Bíblia, não importa sua relegião ou crença,mas leia e pratique......
!Quando você carrega uma Bíblia,
Satanás fica com dor de cabeça...
Quando você abre a Bíblia,
Ele desmorona...
Quando ele vê você lendo a Bíblia,
Ele desmaia...
Quando ele vê você vivendo o que você lê,
Ele foge...
E quando você estiver a ponto de repassar esta mensagem . . .
Ele tentará desencorajar você . . .
Eu acabei de vencer estes obstáculos, pela Graça de Deus!
Alguém mais?
Um teste : Será que Deus está em primeiro lugar em sua vida ?
Se estiver, pare tudo, envie esta mensagem para todos os seus contatos
E observe o que Deus fará
Satanás fica com dor de cabeça...
Quando você abre a Bíblia,
Ele desmorona...
Quando ele vê você lendo a Bíblia,
Ele desmaia...
Quando ele vê você vivendo o que você lê,
Ele foge...
E quando você estiver a ponto de repassar esta mensagem . . .
Ele tentará desencorajar você . . .
Eu acabei de vencer estes obstáculos, pela Graça de Deus!
Alguém mais?
Um teste : Será que Deus está em primeiro lugar em sua vida ?
Se estiver, pare tudo, envie esta mensagem para todos os seus contatos
E observe o que Deus fará
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Alguns site dedicado a todos amantes da BUSOLOGIA
Seja Bem Vindo-(a) Á Nossa comunidade e nos ajude a Divulgar o Hobby
INDICAÇÕES:
www.revistadoonibus.com.br
www.portalinterbuss.com.br/
http://onibusecia.fotopages.com/
http://onibusinbrasil.fotopages.com/
http://www.onibusbrasil.com/
http://www.autoonibus.com/
http://voexblog.blogspot.com
MONTADORAS e FABRICANTES
www.ciferal.com.br
www.mascarello.com.br
www.caio.com.br/
www.spectrumroad.com/
www.irizar.com.br/
www.comilonibus.com.br/
www.marcopolo.com.br
http://www.scania.com.br/
http://www.volvo.com.br/
http://www.mercedes-benz.com.br/
http://www.agrale.com.br/
http://www.vwcaminhoeseonibus.com.br/site/bra/
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domingo, 3 de julho de 2011
Blog do Audrey: Motorista de ônibus agredido por passageiro tem di...
Blog do Audrey: Motorista de ônibus agredido por passageiro tem di...: "Acórdão do TRT da 3ª Região, reconhecendo que o trabalho em transporte coletivo é uma atividade de risco, determinou que uma empresa de ônib..."
Motorista de ônibus agredido por passageiro tem direito a indenização,(AGORA CONSIDERADO ACIDENTE DE TRABALHO)
Acórdão do TRT da 3ª Região, reconhecendo que o trabalho em transporte coletivo é uma atividade de risco, determinou que uma empresa de ônibus indenizasse um motorista que foi agredido por um passageiro que pretendia descer do veículo sem pagar.
RECORRENTE: LUIZ ROGÉRIO DA SILVA
RECORRIDA: VIAÇÃO SANTA EDWIGES LTDA
EMENTA: AGRESSÃO FÍSICA A MOTORISTA DE EMPRESA DE TRANSPORTE URBANO POR PASSAGEIRO QUE SE RECUSARA A PAGAR A PASSAGEM - ACIDENTE DO TRABALHO - DANOS MORAIS - INDENIZAÇÃO DEVIDA. Trata-se de acidente de trabalho em que o motorista de coletivo urbano não abriu a porta da frente quando um passageiro queria descer sem pagar a passagem e, por tal motivo, foi por ele agredido fisicamente. Dados estatísticos publicados pela Fundação Oswaldo Cruz e pela Fundação Seade confirmam que o problema da segurança no transporte coletivo não é exclusivo de um ou outro Estado, mas revela o caos no setor, em patamar nacional. A "novidade" é que, além da violência, em si, os trabalhadores sofrem graves conseqüências em sua saúde, em face do medo, das tensões e stress a que são expostos em sua faina diuturna, a ponto de levá-los a um alto índice de licenças médicas por distúrbios psicológicos e psiquiátricos. A literatura internacional qualifica o transporte coletivo como alvo fácil e visado para assaltos, tanto pela presença de trabalhadores que manipulam dinheiro, fazem deslocamentos, atuam sozinhos (ou no máximo em duplas), em turnos da noite e em áreas dominadas pelo crime, mas ainda porque os ônibus podem ser roubados e empregados como meio de fuga. Outro dado de suma importância é que o espaço dos ônibus dificulta a ação da polícia, por colocar em risco a vida de todos que estão no seu interior. Os estudos apontam que o perfil dos agressores comumente é de jovens pobres e desempregados, que buscam dinheiro rápido para atividades de lazer, muitas vezes sequer sem antecedentes criminais. Ou seja, nem sempre os agressores têm o perfil "clássico" que intimida e gera a reação de proteção, o que demonstra que as agressões e assaltos independem do bairro por onde o ônibus trafegue, sendo irrelevante que sua rota inclua, necessariamente, áreas conhecidas pela criminalidade, para que os trabalhadores e usuários do coletivo estejam em risco. Diante de tal quadro, embora não se possa negar a obrigação primária do Estado em garantir a segurança pública, não é mais possível relegar unicamente a ele a responsabilidade pela segurança destes trabalhadores, até porque o art. 144 da Carta Magna estabelece que a segurança pública é dever do Estado, mas responsabilidade de todos, Estado e população. Dessarte, "o fracasso da garantia não significa a inexistência do direito: suspensão de garantias, não pode significar supressão de direitos" (Juan Carlos Rébora). Muito menos se pode utilizar a meia-hermenêutica constitucional dos direitos fundamentais para servir de argumento à exclusão dos direitos sociais. O próprio Estado Democrático de Direito tem como objetivos fundamentais constituir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), de tal modo que a sociedade seja participativa e responsável pelo processo de liberação da pessoa humana das formas de opressão, não apenas ante o reconhecimento formal dos direitos individuais e sociais, mas também – e de forma especial - em face das desigualdades sociais, ora consubstanciada na hipossuficiência do trabalhador. A conclusão inevitável é a de que não se pode isentar o empresário de zelar pela vida de seus empregados, assim como da coletividade a que presta serviço, por força da responsabilidade social originária da sua própria capacidade financeira e criativa. Mister a busca e implantação de medidas preventivas de múltiplo alcance, objetivando melhorar a qualidade da segurança no trabalho para estes empregados, além do cumprimento eficiente da legislação trabalhista no que tange à saúde e segurança no trabalho e, principalmente, não abandonando à sua própria sorte (ou falta dela) tantos empregados e usuários de um meio de transporte simplesmente imprescindível para a vida urbana nos grandes centros. De tudo o que se expôs acima, impõe-se concluir que o setor do transporte coletivo urbano hoje é uma atividade de risco, o que deve atrair a aplicação do parágrafo único do art. 927 do novo Código Civil. Recurso a que se dá provimento.
RECORRENTE: LUIZ ROGÉRIO DA SILVA
RECORRIDA: VIAÇÃO SANTA EDWIGES LTDA
EMENTA: AGRESSÃO FÍSICA A MOTORISTA DE EMPRESA DE TRANSPORTE URBANO POR PASSAGEIRO QUE SE RECUSARA A PAGAR A PASSAGEM - ACIDENTE DO TRABALHO - DANOS MORAIS - INDENIZAÇÃO DEVIDA. Trata-se de acidente de trabalho em que o motorista de coletivo urbano não abriu a porta da frente quando um passageiro queria descer sem pagar a passagem e, por tal motivo, foi por ele agredido fisicamente. Dados estatísticos publicados pela Fundação Oswaldo Cruz e pela Fundação Seade confirmam que o problema da segurança no transporte coletivo não é exclusivo de um ou outro Estado, mas revela o caos no setor, em patamar nacional. A "novidade" é que, além da violência, em si, os trabalhadores sofrem graves conseqüências em sua saúde, em face do medo, das tensões e stress a que são expostos em sua faina diuturna, a ponto de levá-los a um alto índice de licenças médicas por distúrbios psicológicos e psiquiátricos. A literatura internacional qualifica o transporte coletivo como alvo fácil e visado para assaltos, tanto pela presença de trabalhadores que manipulam dinheiro, fazem deslocamentos, atuam sozinhos (ou no máximo em duplas), em turnos da noite e em áreas dominadas pelo crime, mas ainda porque os ônibus podem ser roubados e empregados como meio de fuga. Outro dado de suma importância é que o espaço dos ônibus dificulta a ação da polícia, por colocar em risco a vida de todos que estão no seu interior. Os estudos apontam que o perfil dos agressores comumente é de jovens pobres e desempregados, que buscam dinheiro rápido para atividades de lazer, muitas vezes sequer sem antecedentes criminais. Ou seja, nem sempre os agressores têm o perfil "clássico" que intimida e gera a reação de proteção, o que demonstra que as agressões e assaltos independem do bairro por onde o ônibus trafegue, sendo irrelevante que sua rota inclua, necessariamente, áreas conhecidas pela criminalidade, para que os trabalhadores e usuários do coletivo estejam em risco. Diante de tal quadro, embora não se possa negar a obrigação primária do Estado em garantir a segurança pública, não é mais possível relegar unicamente a ele a responsabilidade pela segurança destes trabalhadores, até porque o art. 144 da Carta Magna estabelece que a segurança pública é dever do Estado, mas responsabilidade de todos, Estado e população. Dessarte, "o fracasso da garantia não significa a inexistência do direito: suspensão de garantias, não pode significar supressão de direitos" (Juan Carlos Rébora). Muito menos se pode utilizar a meia-hermenêutica constitucional dos direitos fundamentais para servir de argumento à exclusão dos direitos sociais. O próprio Estado Democrático de Direito tem como objetivos fundamentais constituir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), de tal modo que a sociedade seja participativa e responsável pelo processo de liberação da pessoa humana das formas de opressão, não apenas ante o reconhecimento formal dos direitos individuais e sociais, mas também – e de forma especial - em face das desigualdades sociais, ora consubstanciada na hipossuficiência do trabalhador. A conclusão inevitável é a de que não se pode isentar o empresário de zelar pela vida de seus empregados, assim como da coletividade a que presta serviço, por força da responsabilidade social originária da sua própria capacidade financeira e criativa. Mister a busca e implantação de medidas preventivas de múltiplo alcance, objetivando melhorar a qualidade da segurança no trabalho para estes empregados, além do cumprimento eficiente da legislação trabalhista no que tange à saúde e segurança no trabalho e, principalmente, não abandonando à sua própria sorte (ou falta dela) tantos empregados e usuários de um meio de transporte simplesmente imprescindível para a vida urbana nos grandes centros. De tudo o que se expôs acima, impõe-se concluir que o setor do transporte coletivo urbano hoje é uma atividade de risco, o que deve atrair a aplicação do parágrafo único do art. 927 do novo Código Civil. Recurso a que se dá provimento.
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